quinta-feira, 20 de junho de 2013

Melhor Gestão, Melhor Ensino
Formação de Professores de Língua Portuguesa
1ª edição 2013
Sequência Didática
O Primeiro Beijo, Clarice Lispector 
       Sequências didáticas são um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Devem ser organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos; elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação. De acordo com professores Joaquim Dolz, Michèle Noverraz e Bernard Schneuwly, o domínio de um gênero textual permite ao aluno “escrever ou falar de uma maneira mais adequada numa dada situação de comunicação.”

    

        

      

domingo, 16 de junho de 2013

Sequência didática – Texto: Avestruz (Mário Prata)


Curso Melhor Gestão, Melhor Ensino




Atividades propostas a partir do texto Avestruz de Mário Prata e  realizada pelas professoras: 

Aline Franci, Gilda di Rado, Josiane Vieira, Rosana Faustino, Silvia Carvalho, da Escola Estadual Padre Anchieta e pelas professoras  Cláudia, Danielle, Ivete e Márcia da Escola Estadual Anna Cuevas Guimarães. 


1. Ativação dos conhecimentos prévios e antecipação de conteúdos
1.1 Qual é o título do texto e o que ele sugere?
1.2 Você já leu algum texto do autor Mario Prata?
1.3 Sabe que tipo de texto ele escreve?
1.4 Já ouviram falar do avestruz, sabem onde ele pode ser encontrado?
1.5 Quanto à espécie, o avestruz é um animal mamífero ou ovíparo? Explique.

2.  Checagem de hipóteses
2.1 O assunto imaginado por você é o mesmo encontrado no texto?
2.2 Há no texto alguma passagem que confirme que o avestruz é um animal ovíparo?

3. Localização ou cópia de informações, atividade escrita:
3.1 Localizar as palavras que desconhece o significado no texto e pesquisá-las em um dicionário.
3.2 Construir uma ficha organizativa com os alunos sobre os elementos textuais presentes no texto.


FICHA ORGANIZATIVA
Personagens
Enredo
Tempo
Espaço
Foco Narrativo







3.3  Em relação ao texto, qual o tipo de linguagem utilizada (formal/não formal)?
3.4  O que você aprendeu sobre o avestruz?
3.5 Por que o menino queria ter um avestruz?
3.6 Por que o menino mudou de ideia?
3.7 E você, gostaria de ter um avestruz?
3.8 Você conhece outras histórias que falam sobre avestruzes?

4. Comparação de informações

4.1  Leia a tirinha:



4.2  A tirinha estabelece uma relação com o texto?

4.3 O que causa humor neste texto?


5. Percepção de Relações de Intertextualidade

5.1 Assista ao vídeo abaixo denominado “El avestruz de Donald”. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=dppLp5t7I0g. Acesso em 13/05/2013.


5.2 Após assistir ao vídeo, montar uma produção textual coletiva, no qual a professora registrará na lousa as ideias dos alunos, com intuito de dar voz aos personagens, uma vez que se trata de um filme que não contempla um diálogo.

5.3 Para finalizar esta sequência, será solicitado aos alunos que façam uma história em quadrinhos sobre o texto lido, que será exposto no mural da escola.




EE “Professora Maria Helena Sikorski Cerqueira Cesar”

Professoras:
Daniela Ayres Gabriel de Lima Cerqueira Cesar
Daniele Batista Barbieri Formigoni
Tatiane da Silva Alves Alexandre

Público Alvo: Alunos de 9º Ano

Texto: O meu primeiro Beijo – Antonio Barreto

1        1)    Ativação de conhecimentos prévios:    
a)    O que você sabe sobre matérias graxas, sais, bactérias, albumina...?
b)    Com o que tudo isso pode estar relacionado?
c)    Apresentar imagens


    

a)    Esses termos estão relacionados ao beijo. Como?

1    2)   Leitura interpretativa do texto.

3) Checagem de hipóteses:
a) Vocês já conheciam esse texto?
b) O que acharam dele?
      c) Qual o tema tratado no texto?
d) A seu ver, qual o público alvo desse texto? Explique.

Responda de acordo com o texto:

4) O que faz o menino ser chamado de “Cultura Inútil” e “Culta”? Justifique sua resposta.

5) Quanto tempo se passou entre o recebimento do bilhete e o primeiro beijo? Justifique.

6) Que estratégia o menino usou para que a menina mudasse seu comportamento em relação a ele?

7) Percepção de outra linguagem: música Beijo, beijinho, beijão – Carrossel 2012.


a)     Quais semelhanças existem entre a letra da música e o texto lido?

8) Retomada dos elementos da narrativa.

9) Produção escrita: Relate o seu primeiro beijo.

10) Pesquisa na Sala Acessa – Ampliação de conhecimentos : Pesquise o termo “Paracelso”.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Já engoli alguns sapos, mas sopa de letrinhas nunca!


Dias desses, uma amiga que tem uma filha de quatro anos me indagou desesperada sobre o fato de sua filha ainda não estar alfabetizada, respondi a ela ironicamente:
Como assim, quatro anos e ainda não está alfabetizada? Graças a Deus!
Que mania esse povo tem de achar que criança deve saber ler e escrever tão cedo assim, pior de tudo é a professora que aconselhou a mãe a dar sopa de letras à criança, aqueles caça-palavras  para que a criança i se familiarize com as letras. A mãe, não entendendo a gíria pedagógica arrumou a tal da sopa, mas no mercado!
Quando eu penso em meu processo de aprendizagem de leitura e escrita, penso no quanto estamos perdendo nossas referências familiares, embora os pais se virem como podem, uma história ali, um livrinho todo colorido aqui, mas a falta de participação nesse processo, a entrada mais cedo dos filhos à escola e principalmente o apressamento da alfabetização sem levar em conta as fases de maturação pelo qual todos passamos.
Aprendi a ler e escrever assim, por acaso, meu pai é artista plástico, pinta, desenha, entalha, escreve e como por mimese aprendi algumas coisas, outras não, infelizmente!
Porém, acredito que tudo tenha sido mágico e absolutamente normal, porque cada palavra, cada livro lido ficam em mim ainda hoje como uma parte boa de minha vida onde tudo que lia era unicamente pela vontade, diferentemente de hoje que nem sempre temos essa opção.  
Por fim, fecho esse pequeno relato com uma frase de Guimarães Rosa em seu livro “Grandes sertões: Veredas” que descreve um trecho que tomou forma muito significativa em meus dias de hoje, principalmente em relação à leitura: “A lembrança da vida da gente se guarda em diversos trechos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros não se misturam (...) Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data”.

Danielle Nogueira

          Uma experiência de leitura, acredito, muito comum, aconteceu comigo na rua. Ainda em fase de alfabetização, saía lendo tudo o que aparecia em minha frente: nome de lojas, cartazes de promoção, marcas de carro ... e meu irmão, num desafio disse:: "Aposto que você não sabe ler o que está escrito lá", e apontou o nome da Casas Pernambucanas escrito em posição vertical. Eu li rapidamente e olhei para todos que demonstraram orgulho de mim e acreditei que havia realizado um grande feito.

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::


              Ainda, como relato de leitura, quero dizer que morava em uma casa silenciosa. Janelas e portas sempre abertas cedendo lugar à brisa constante. O chão brilhava e o silêncio reinava sempre... As pessoas da família se amavam e se respeitavam, mas conversavam pouco. Aprendi a ler os olhos e o comportamento das pessoas que me cercavam. Vivíamos sempre à espera de um acontecimento novo e de alguém que deveria chegar a qualquer momento.

              Um dia, minha mãe, professora, chega do trabalho e traz consigo uma caixa de papelão, retangular e muito pesada. Enfim, "um acontecimento esperado". Abrimos a caixa ávidos por saber o que havia em seu interior. Eram grandes livros de capa dura e coloridos, azul, verde, cinza e laranja (Tenho-os até hoje),  os Clássicos da Literatura, os Contos-de-Fadas. Abrir os livros foi um ritual inesquecível; olhar os desenhos, as legendas, os textos que os acompanhavam e a moldura das páginas que trazia personagens do conto.

              Os contos foram lidos oralmente por minha mãe e relidos por mim, mas um me fascinou. Em especial, Pinóquio me atraía. Não me cansava de ouvir e ler aquela história cheia de recortes, aventuras, desafios e medos. Percebi que o universo das páginas me levava à reflexão do mundo. Pinóquio representava, para mim, a vida e seus enfrentamentos. O texto se aproximava dos meus sentimentos mais íntimos e me ajudava a me reconhecer.

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::


              A minha relação com a palavra escrita, desde cedo, foi muito cuidadosa. A começar pelo traçado que a mim foi apresentado de forma primorosa. Desde então, a palavra escrita ganhou meu respeito em todas as dimensões: morfológica, sintática, semântica, linguística...

              Gosto da palavra bem escolhida, bem combinada, bem expressa. Gosto dos sons que nascem delas e do poder poético que podem assumir.

              Para mim, as palavras escritas, reveladoras de uma parte do meu ser, ainda estão guardadas, mas prestes a romper o lacre que as prendem em meus pensamentos e sair elaboradas como merecem.

             

terça-feira, 4 de junho de 2013

As lembranças que tenho do meu processo de alfabetização são muito vagas, mas estou vivendo esse momento mágico com a minha filha, Sofia, ela tem seis anos e está sendo alfabetizada, é fascinante perceber a cada dia sua alegria diante de uma nova descoberta, perceber a formação das sílabas, os dígrafos...um momento engraçado: um dia ela veio com um papel escrito e disse que tinha aprendido a escrever "tudo junto" (letra cursiva), ela simplesmente emendou  suas letras bastão umas às outras...mesmo quando expliquei que não era assim, ela não ficou chateada e disse que achou estranho mesmo.

domingo, 2 de junho de 2013

 Meu depoimento sobre minha experiência com a leitura e a palavra escrita:
Sou filha de professores, minha mãe é professora especialista em alfabetização aposentada, meu pai é professor de Português e Francês e é Advogado.
Cresci entre livros! Minha melhor lembrança é de uma coleção de livrinhos de histórias infantis que vinham acompanhados por um disquinho de vinil. Adorava folhear os livrinhos ouvindo as histórias na vitrolinha.
Minha mãe sempre contava histórias antes de dormirmos e meu pai adorava declamar poemas e cantar músicas de sua infância. Hábitos que, hoje em dia, encantam minha filha de 4 anos.


Fui alfabetizada pela minha mãe, que foi minha professora no “Parquinho” e depois na 1º Série, com a Cartilha Caminho Suave. “Onda vai, onda vem” para treinar escrita da letra C; “vai com lápis, volta pelo mesmo caminho e... escorrega” para a letra A. São expressões que me lembro claramente, depois vieram  as sílabas, as frases e a escrita! Daniela A. G. L. C. Cesar